O assistente oferece a sua presença, com disponibilidade para escutar, criando um clima de confiança para que o doente e/ou a família possam expressar as suas emoções, falar das suas dúvidas, medos e problemas, ou questionar o sentido do que lhes está a acontecer.

 

O assistente pode ainda proporcionar um momento de descanso para o cuidador ou ajudar a concretizar tarefas no sentido de proporcionar uma melhor qualidade de vida e sentimento de realização da pessoa doente.

 

Apesar de não prestar cuidados médicos, o assistente que esteja qualificado para tal pode prestar outro tipo de cuidados que tragam conforto físico e psicológico, tais como massagem, relaxamento, visualização, aromaterapia ou outros, desde que aceites pelo doente, se estiver consciente, ou aprovados pelo médico, com o conhecimento da equipa clínica e da AMARA.

O trabalho do assistente complementa assim o dos profissionais de saúde e dos familiares, que muitas vezes não têm essa disponibilidade. O trabalho do assistente da AMARA é um trabalho voluntário, de equipa, que não deve substituir o trabalho de qualquer profissional.

Os assistentes da AMARA têm formação inicial específica, assim como supervisão e formação contínua. Saiba mais sobre a formação dos voluntários aqui.

Os nossos assistentes acompanham pessoas que tenham diagnóstico de uma doença que ponha a vida em risco, mesmo que haja possibilidade de cura, e também seus familiares e cuidadores.

Este serviço é prestado gratuitamente ao domicílio e/ou em instituições que autorizem a presença dos nossos voluntários, como hospitais, lares, unidades de cuidados continuados e paliativos, etc.

Pode pedir apoio dum voluntário através dos seguintes contactos:

Telefone: 910 190 055

Email: apoio@amara.pt

ou preenchendo o formulário abaixo.

Entraremos em contacto consigo o mais rapidamente possível.

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Chamo-me Bárbara, tenho 36 anos e perdi o meu pai há 8 meses. Um cancro de pulmão apareceu repentinamente e com ele metástases ósseas…Diagnósticos e exames, quimioterapias e radioterapias…tudo para melhorar a qualidade de vida, era já tudo para tratamento paliativo (ler mais aqui: Testemunho Bárbara Albuquerque)

Bárbara Albuquerque

Da Associação AMARA, retenho um verdadeiro apreço por o todo o seu trabalho desenvolvido no apoio ao doente em fim de vida e uma imensa gratidão a nível pessoal por todo o apoio que recebi, nomeadamente, em três situações que se inserem no contexto de doença que assolou a vida do meu pai – Mariano Miguel – quando lhe foi diagnosticado em Outubro de 2006, uma Neoplasia Pulmonar ainda em fase inicial, pouco depois de ter completado os 72 nos de idade. (ler mais aqui:Testemunho Luísa Miguel)

Luísa Miguel

Amigos,

Soube da existência da AMARA através de uma Amiga. E, como eu própria necessitava de uma mão amiga para me ajudar a ultrapassar, de várias maneiras, uma situação de doença, contactei a Instituição e expus o meu problema. Vieram, de imediato, uns senhores Começaram a ajudar-me, não só, a levar-me à minha médica, a acompanhar-me, física e psicologicamente, pois sendo eu uma pessoa só, sem familiares perto, necessitava, obviamente de muito apoio.

Gostaria de expôr estes pontos, numa grande gratidão, sobre a actuação dos Voluntários da AMARA a quem muito devo, por me ajudarem a ultrapassar tantas dores físicas como as psicológicas, que às vezes são bem piores.

Deveria haver mais instituições deste cariz pois, infelizmente, há em Portugal muitos e muitos casos semelhantes ao meu ou outros ainda em piores condições.

Obrigada AMARA e seus maravilhosos Voluntários.

Maria de Lourdes Pacheco

Natália Correia Vitorino sofreu um cancro da mama. Enfrentou a sua doença com persistência e coragem. Eis o seu testemunho de como decorreu a sua doença e como enfrenta hoje a sua vida cheia de esperança e força. (ler o texto completo aqui:Testemunho Natália Vitorino)

“Na impossibilidade de poder estar fisicamente presente, é meu desejo expressar publicamente, em nome próprio e no de minha família, todo o nosso reconhecimento e gratidão à Filomena e ao Rogério, colaboradores da AMARA cuja ajuda solicitei.

Surpreendeu-me a prontidão com que me contactaram e jamais esquecerei aquele primeiro encontro em plena natureza no Parque da Bela Vista. Contei-lhes da doença oncológica que se ia apossando da minha mãe, bem como das fragilidades da nossa pequena família constituída ao todo por mais três pessoas, cheias de insegurança, preocupações, medos e anseios.
Ouviram-me; Senti-me “escoltada”; E a escuta, a presença é tudo o que de mais precioso se pode dar e receber em tais circunstâncias.
Ao longo de todo o processo, pudemos contar com a presença de um ou ambos nas visitas regulares, nos passeios que proporcionaram ao meu pai levando-o a sair e conversando com ele, absorvidas que éramos eu e a minha irmã na nossa mãe que, acamada, nós conseguimos rodear de todos os cuidados e muito amor até ao seu último suspiro.
Sinto-me profunda e eternamente ligada à Filomena, do fundo do coração reconhecida ao Rogério e, enfim, profundamente grata a todos aqueles que amorosamente partilharam connosco esta etapa tão penosa e marcante das nossas vidas. Por isso, permito-me incluir neste testemunho um agradecimento público à equipa do I.P.O. médico e enfermeiras, que de forma carinhosa prestaram cuidados à minha mãe no domicílio na sua fase terminal.
A existência da AMARA permitiu que a Filomena e o Rogério viessem até nós, continuando até hoje, mais de três anos volvidos,, presentes nas nossas vidas; Para sempre os dois irão habitar num lugar muito especial dos nossos corações.
Para lá de todo o sofrimento, a minha mãe partiu em paz.
Bem Hajam!”

Maria de Lurdes Rocha Nero – 10-5-2008