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Abraçar a Vida Aceitando a Morte

 

“O grande problema não é saber o que se vai passar depois da morte mas  saber se há vida ANTES da morte” (Pierre Rabhi)

Enfrentar a nossa própria morte – esse pode ser um dos momentos mais significativos da nossa vida.
Esta formação centra-se numa reflexão sobre a qualidade das relações com pessoas próximas, o sentido da vida e a tomada de consciência dos seus medos em relação à vida e à morte. Destina-se a pessoas que procuram ampliar os seus horizontes na exploração desta questão fundamental que é a morte ou a pessoas que, enfrentando esta realidade, estão conscientes da necessidade de se preparar e refletir sobre o sentido da Vida.
Aborda ainda a teoria e prática da relação de ajuda e a prática da escuta cativa, fundamentais em todas as relações humanas.
Os profissionais de saúde e voluntários que trabalham nas áreas de cuidados paliativos ou outras situações em que sejam regularmente confrontados com a morte e o sofrimento irão beneficiar de suporte emocional e treino de competências na área da relação de ajuda, a fim melhorar a sua capacidade de dar apoio emocional e espiritual às pessoas de que cuidam, evitando o seu esgotamento emocional.
Este curso foi objeto duma investigação científica a nível de doutoramento de Carol Costeloe na Universidade de Kent, Reino Unido, ao abrigo duma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que validou a sua importância para profissionais de saúde.

Objetivos:

Preparar emocionalmente para lidar com o sofrimento, o seu e o do outro, e obter recursos para dar apoio existencial de qualidade.
Identificar as ansiedades e os medos perante a morte
Identificar formas de aumentar o sentido da vida e a qualidade das relações pessoais
Identificar recursos pessoais para lidar com o desconhecido e as dificuldades da vida
Compreender as necessidades emocionais e espirituais duma pessoa com doença crónica, avançada e progressiva e também da sua família, e entrar numa relação de ajuda com os mesmos, sem recorrer a mecanismos de fuga.

Destinatários: Qualquer pessoa que deseja conhecer-se melhor; cuidadores de pessoas com doença avançada, profissionais de saúde e voluntários.

Metodologia: Exposição teórica com debate em grupo; psicodrama, exercícios práticos de desenvolvimento pessoal e de escuta ativa.

Duração: 32h (4,5 dias)

Programa:

Módulo 1: “Viver e Morrer, a mesma preparação” (2,5 dias)
Um espaço de desenvolvimento pessoal para tomar consciência dos seus receios perante a vida e a morte, encontrando formas de viver com maior plenitude e, consequentemente, encarar o fim da vida de forma mais natural e com menos ansiedade. Descoberta interior dos recursos latentes em cada um.
Debate em grupo sobre a morte e o seu processo: o que sei, o que acredito e o que sinto.
Identificação dos principais medos perante a morte.
Reflexão sobre as dificuldades em encarar a degradação física da pessoa doente e de si próprio.
Exercícios práticos que ajudam a identificar as pessoas significativas da sua vida e refletir sobre o que necessita de fazer para se sentir em paz, caso essa pessoa morresse: perdoar, ser perdoado, e expressar o amor e gratidão que sente.
Exercícios que ajudam o formando a perceber o que traz sentido à sua vida.
Reflexão sobre recursos pessoais que costumam utilizar perante dificuldades de vida, a fim de se conhecer melhor e terem mais confiança para lidar com o desconhecido
Necessidades espirituais no fim da vida.
Reflexão sobre o medo de ser julgado e de perder a dignidade.

Módulo 2: “Relação de Ajuda” (2 dias)
Aborda a dimensão espiritual que damos à vida, à morte e ao nosso trabalho com pessoas doentes. Reflexão sobre as etapas de aceitação face aos desafios da vida. Práticas de escuta ativa.
O mal-estar do cuidador: identificação das dificuldades do formando perante alguém em fim de vida e as consequências que isso tem na relação com o doente e no próprio formando, levando eventualmente ao burnout;
O apoio existencial, incluindo a compreensão das perdas sofridas com uma doença avançada, as formas de vivenciar o luto em vida e o luto do familiar após a morte do doente.
As atitudes da relação de ajuda e a prática da escuta ativa.
A dimensão espiritual que damos à Vida, à Morte e ao nosso trabalho com pessoas doentes.

 

Módulo. 3 “Voluntariado e Cuidados paliativos” (1 dia)
Formação complementar para a prática de Voluntariado AMARA em Cuidados Paliativos a realizar 3 vezes por ano.

Nº de participantes: mínimo de 6 e máximo de 12 pessoas

Certificado de formação: Será fornecido certificado a cada formando que assista aos dois módulos da formação, após preenchimento da ficha de avaliação.

Formadores: Carol Costeloe, Cláudia Farinha